gimba @ 12:46

Sex, 08/04/05

A televisão poderia e deveria contribuir para a sólida formação cultural de um país.

Lamentável e inexplicavelmente, acontece o contrário. Porquê? Pela mesma razão que os políticos querem é “o seu”, e estão-se nas tintas para servir o povo (veja-se o caso do nosso Santana Lopes e da sua miserável reforma!). Os directores das televisões gostam é de grandes negociatas, em favor pessoal, e vendem sem escrúpulos o seu veneno – tal qual os grandes traficantes de droga – indiferentes ao irreversível dano social que provocam. E não existe no código penal nenhum castigo adequado para este tipo de hediondos crimes. A razão é simples: Não existe pena de morte em Portugal!…
Como possuo uma memória razoável, comparo a bagagem cultural do meu filho de dez anos com a que eu tinha na mesma idade.. Não andei numa escola melhor, nem os meus pais eram professores catedráticos… Chego à conclusão que a televisão teve um papel preponderante na minha formação cultural. Com dez anos, eu sabia que “O lago dos cisnes” era uma obra de Tchaikovsky, porque via semanalmente o “Concerto para jovens” de Bernstein. Sabia que Charles Dickens era o autor de “Oliver Twist”, e Stevenson escrevera “A ilha do Tesouro”, fruto de muitas “Tardes de Cinema”. Vi “Doze Homens em Conflito”, “Romeu e Julieta”, “Quem Tem Medo de Virgínia Wolf?” e muitas outras peças de teatro de grandes autores. Vi Chaplin, Linder, Keaton, Tótó, Cantinflas e outros comediantes. E muito, muito mais. O meu filho não conhece quase nenhuma destas referências. Mas sabe quem é “o bicho” José Castelo Branco!




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